9.4.07

VATICANO: 84,5% DOS BRASILEIROS SÃO CATÓLICOS



Na estimativa do Vaticano, país contava com 155,6 milhões de católicos em 2005. Em 2000, IBGE calculou que 73,8% dos brasileiros eram católicos.

Do G1, em São Paulo

O percentual de católicos no Brasil corresponde a 84,5% da população, segundo estimativa que será divulgada pelo Vaticano. O levantamento antecipado nesta segunda-feira (9) pela rede britânica BBC indica que o país contava com 155,6 milhões de católicos em 2005.
No entanto, segundo a BBC, os números do Vaticano contrastam com os do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que, no censo de 2000, calculou que 73,8% dos brasileiros (cerca de 125 milhões de pessoas) eram católicos.

Enrico Nenna, do Centro de Estatísticas do Vaticano, afirmou à BBC que é difícil detectar grandes diferenças de um ano para outro, mas, quando se analisam períodos mais longos, nota-se que houve uma diminuição no número de católicos.

“Em 1980, os católicos representavam 90,12% da população brasileira. Já em 1990, passaram para 87,7%. Hoje, temos 84,5%, portanto uma clara diminuição”, disse Nenna à rede britânica.

Texto retirado do site: http://g1.globo.com/

HABEAS CORPUS NEGADO

Dorothy Stang - foto arquivo/google

No dia 19 de março, os desembargadores integrantes das Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Pará negaram, por unanimidade, o recurso de habeas corpus movido pela defesa de Rayfran das Neves Sales, condenado a 27 anos de prisão pela morte da missionária Dorothy Stang. O advogado do réu alegou constrangimento ilegal pelo excesso de prazo para ser realizado um novo júri. A relatora do pedido, bem como os demais julgadores, entendeu que a própria defesa de Rayfran é responsável por essa demora já que pediu adiamento do segundo júri por duas vezes, ficando à disposição das próximas aberturas de pautas de júris.
fonte:

8.4.07

MISSA EM LATIM


"Ao ressuscitar a missa em latim, o papa faz uma concessão simbólica aos católicos tradicionalistas. Mas para liquidar o impulso do Concílio Vaticano II, ele teria de investir contra valores muito mais profundos, como a liberdade religiosa, o ecumenismo e a visão positiva da humanidade."

"Por que o papa questiona a mais espetacular e emblemática reforma do concílio Vaticano II? Por razões que envolvem doutrina, estratégia e psicologia. Comecemos pela doutrina: o papa é o guardião da unidade da Igreja Católica; ele está, portanto, no exercício de seu sacerdócio quando busca trazer as ovelhas desgarradas do aprisco. Além disso, Bento XVI jamais digeriu bem o cisma de 1988. Então prefeito da Congregação Romana para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger esforçou-se até o fim para evitar a ruptura. Em vão, pois falhou diante da arrogante determinação do monsenhor Lefebvre."

por Michel Cool
FONTE: LE MONDE DIPLOMATIQUE BRASIL
notícia completa no Link;

O PRESIDENTE DA ORDEM COM A PALAVRA


Trecho do discurso do presidente da OAB/MA, José Caldas Gois, na posse do Desembargador Lourival Serejo

" É na Justiça que as pessoas buscam a solução de seus conflitos e interesses, acreditando no Estado democraticamente constituído, mas, lamentavelmente, é necessário reconhecer: o drama que mais aflige a sociedade contemporânea é a crise da justiça, a deficiência da estrutura judiciária e a dificuldade de acesso do cidadão a seus serviços.

Com a carência de juizes, de defensores públicos e de funcionários qualificados é impossível dinamizar o Poder Judiciário e combater a morosidade da justiça, a fim de que ela cumpra a sua missão dentro do Estado democrático de direito.

Aqui no nosso Estado, a crise da justiça, que não é novidade para nenhum de nós, tem se agravado nos últimos tempos, com a ausência de juizes nas Comarcas do Interior do Estado, deficiência nas estruturas físicas tanto no interior quanto na Capital, falta de material de expediente e até de funcionários para o atendimento."

Leia, na íntegra, discurso do presidente da OAB/MA, José Caldas Gois
http://www.oabma.org.br/ExibirNoticia.aspx?id=5104

FONTE: OAB-MA

7.4.07

SOLIDARIEDADE A JON SOBRINO

NOSSA SOLIDARIEDADE AO TEÓLOGO JON SOBRINO, NÓS ABAIXO ASSINADOS, TEÓLOGOS/AS, BIBLISTAS, CIENTISTAS SOCIAIS, ASSESSORES/AS DE COMUNIDADES E PASTORAIS DE IGREJAS CRISTÃS NO BRASIL, MANIFESTAMOS A NOSSA SOLIDARIEDADE A JON SOBRINO, TEÓLOGO RESIDENTE EM EL SALVADOR, INSERIDO NA CONFLITUOSA REALIDADE DA AMÉRICA CENTRAL.
SOBRINO É AUTOR DE IMPORTANTES LIVROS QUE NUTREM A NOSSA FÉ EM JESUS CRISTO E NO REINO DE DEUS. NO MOMENTO EM QUE O VATICANO CENSURA SUA TEOLOGIA, EXPRESSAMOS PUBLICAMENTE NOSSA CONFIANÇA NO CARÁTER EVANGÉLICO DE SUA VIDA E DE SUAS OBRAS; NOSSA TRISTEZA PELAS SOMBRAS DO FUNDAMENTALISMO; NOSSA ESPERANÇA DE QUE PREVALEÇAM O RESPEITO E O ESPÍRITO DE DIÁLOGO.
Assinam:
ANTÔNIO CECCHIN, BENEDITO FERRARO, CLÁUDIO DE OLIVEIRA RIBEIRO, EDSON FERNANDO DE ALMEIDA, FREI BETTO, FAUSTINO COUTO TEIXEIRA, FERNANDO ALTEMEYER JÚNIOR, FRANCISCO OROFINO, JETHER PEREIRA RAMALHO, JOÃO BATISTA LIBÂNIO, JOSÉ OSCAR BEOZZO, JÚLIO DE SANTA ANA, LEONARDO BOFF, LÚCIA RIBEIRO, LUCÍLIA G. PEREIRA RAMALHO, LUIZ ALBERTO G. DE SOUZA, LUÍZ EDUARDO WANDERLEY, MAGALI DO N. CUNHA, MANFREDO ARAÚJO DE OLIVEIRA, MARCELO BARROS, MARCIA MIRANDA, MARIA HELENA ARROCHELLAS, MARIA TEREZA BUSTAMANTE TEIXEIRA, MARIA TEREZA SARTÓRIO, NILZA RIBEIRO, PATRÍCIA COUTINHO, PEDRO A. R. DE OLIVEIRA, SÉRGIO COUTINHO VIOLAINE DE SANTA ANA
fonte:
http://www.cebi.org.br

6.4.07

ABMCJ e OAB LANÇAM PROJETO DE LEI

A Associação de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) e a seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MA), em conjunto com várias entidades da sociedade civil, lançaram o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para a inclusão da disciplina ‘Cidadania e Direitos Fundamentais' nas estruturas curriculares dos estabelecimentos de ensino do Estado.
De acordo com o Projeto de Lei de Iniciativa Popular – que altera dispositivos da Lei 8.073/04 – a disciplina ‘Cidadania e Direitos Fundamentais' deverá atingir o ensino fundamental e médio da rede estadual de ensino, abrangendo os Direitos da Mulher, Eqüidade e Violência de Gênero, Étnico e Racial, Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos.

Para apresentação do Projeto junto à Assembléia Legislativa seráo necessárias 260 mil assinaturas, ou seja, 5% do eleitorado do Estado, conforme exige a lei.


A MISÉRIA É A FILHA PRIMOGÊNITA DA RIQUEZA

OS BENS DA TERRA, DESTINADOS A TODOS



CONSTITUIÇÃO PASTORAL

GAUDIUM ET SPES

SOBRE A IGREJA NO MUNDO ACTUAL



69. Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos; de modo que os bens criados devem chegar equitativamente às mãos de todos, segundo a justiça, secundada pela caridade (8). Sejam quais forem as formas de propriedade, conforme as legítimas instituições dos povos e segundo as diferentes e mutáveis circunstâncias, deve-se sempre atender a este destino universal dos bens. Por esta razão, quem usa desses bens, não deve considerar as coisas exteriores que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si mas também aos outros (9). De resto, todos têm o direito de ter uma parte de bens suficientes para si e suas famílias. Assim pensaram os Padres e Doutores da Igreja, ensinando que os homens têm obrigação de auxiliar os pobres e não apenas com os bens supérfluos (10). Aquele, porém, que se encontra em extrema necessidade, tem direito de tomar, dos bens dos outros, o que necessita (11). Sendo tão numerosos os que no mundo padecem fome, o sagrado Concílio insiste com todos, indivíduos e autoridades, para que, recordados daquela palavra dos Padres - «alimenta o que padece fome, porque, se o não alimentaste, mataste-o» (12) - repartam realmente e distribuam os seus bens, procurando sobretudo prover esses indivíduos e povos daqueles auxílios que lhes permitam ajudar-se e desenvolver-se a si mesmos.

Nota: 11. Nesse caso, vale o antigo principio: «na necessidade extrema, todas as coisas são comuns, isto é, todas as coisas devem ser tornadas comuns». Por outro lado, segundo o modo, extensão e medida em que se aplica o principio no texto aduzido, além dos autores modernos aprovados: cfr. S. Tomás, Summa Theol. H-II, q. 66, a. 7. É claro que para a recta aplicação do princípio todas as condições moralmente exigidas devem ser respeitadas.

GOOGLE E A CLÁUSULA DO PORTO SEGURO


O consultor e conselheiro da Google, David C. Drummond, com base em precedentes de decisões judiciais, avalia que a Google está protegida pela safe habor provision (cláusula do porto seguro), uma cláusula de um famoso acordo de 1998 chamado Digital Millennium Copyright Act (para ver a íntegra da norma, em inglês, clique aqui.)
A lei coloca diretores e produtores de filmes, assim como fotógrafos, numa posição miserável, segundo a colunista Juli Hilden, do site Findlaw. Para ela tudo o que os autores podem pedir é que suas obras sejam retiradas do ar, sem direito a um único centavo indenizatório. Isso porque a cláusula do “porto seguro” atesta que o dono do site, após ser informado que exibe material ilegal em suas páginas, deve retirá-lo logo do ar. E fica por aí.
Revista Consultor Jurídico, 1 de novembro de 2006

MP E ORKUT BONITO

MP e Google fecham acordo para evitar crimes no Orkut
O Ministério Público do Rio de Janeiro e o Google Inc. firmaram acordo para diminuir a burocracia de retirada de comunidades do Orkut que façam apologia a quaisquer atividades ilegais.
Segundo acordo assinado, o MP terá uma página no Orkut especificamente projetada, que estará disponível 24 horas por dia, para que os promotores peçam diretamente ao Google a remoção de conteúdo ou a preservação de informação relacionada à atividade ilegal. A página também estará aberta aos usuários que queiram fazer denúncias.
Outro objetivo é promover campanhas contra a pornografia infantil e a disseminação de preconceito contra origem, raça, etnia, sexo, opção sexual, cor, idade, crenças religiosas e outras formas de discriminação, ou outras atividades ilegais, de competência da Justiça estadual do Rio de Janeiro.
Já o Google manterá uma equipe disponível para responder aos pedidos do Ministério Público, que deverão ser atendidos em até um dia útil. Um ou mais agentes da empresa ficarão no estado do Rio de Janeiro e serão designados para o recebimento de citações, além de tratar de assuntos envolvendo os serviços oferecidos aos usuários no estado, incluindo o Orkut.
O acordo, que valerá pelo período em que o Orkut for oferecido aos usuários brasileiros, foi assinado em 8 de março desse ano por promotores de Justiça da 1ª Promotoria da Defesa da Cidadania e do Patrimônio Público, da 26ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquérito e por representantes legais da Google.
O Google também se compromete a promover campanhas pelo bom uso do Orkut com o uso da campanha Mantenha o Orkut bonito. O Ministério Público e a empresa ainda prosseguem nas discussões sobre a implementação de mecanismos de segurança e outras modalidades de cooperação.
Revista Consultor Jurídico, 6 de abril de 2007

OPERAÇÃO ARCANJO



APARECIDA, quinta-feira, 5 de maio de 2007 (ZENIT.org).- O Exército brasileiro apresentou nesta quinta-feira, em Caçapava (município próximo a Aparecida), como será o esquema de segurança para a visita de Bento XVI ao Santuário Nacional, para a abertura da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em maio. A operação terá 3.500 homens e foi batizada de “Operação Arcanjo”. Segundo o general Floriano Peixoto, comandante da operação, todos os locais por onde o Papa vai passar na região já foram mapeados. Bento XVI chega a Aparecida no dia 11 de maio, após sua passagem por São Paulo. Na manhã do dia 12, o pontífice visita a Fazenda Esperança, em Guaratinguetá, um trajeto de cerca de trinta quilômetros, que deve ser feito em carro blindado. Após a visita ao centro de recuperação de dependentes químicos, o pontífice retorna a Aparecida pelo município de Potim. Na tarde desse mesmo dia, um sábado, o Papa reza o rosário na Basílica de Aparecida juntos aos seminaristas, sacerdotes e religiosos, principalmente. Na manhã do domingo dia 13, Bento XVI celebra missa campal no estacionamento do Santuário de Aparecida, um evento que espera receber cerca de 500 mil fiéis. Pela tarde, o pontífice abre os trabalhos da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano. Em seguida retornará a Roma. Segundo os militares envolvidos no esquema de segurança do Papa, para cada deslocamento de Bento XVI, há alternativas de trajeto. Todas com postos de controle para monitorar a segurança. O controle de toda esta operação vai ser feito do alto da torre da Basílica. Ali deve ser montada uma central de logística, inteligência e comunicação entre as Forças Armadas e os órgãos de segurança pública. O Exército, que já está em treinamento para a operação, fará o ensaio geral de todo o esquema de segurança entre os dias 21 e 25 de abril. A área por onde Bento XVI vai passar será tomada pelo Exército a partir do dia 8 de maio, já que o pontífice chega a São Paulo no dia 9 de maio. Além das Forças Armadas, participam também da operação os Bombeiros, Defesa Civil e órgãos de segurança pública. Já a segurança pessoal do Papa deve ser feita por policiais do Vaticano e da Polícia Federal. De acordo com o general Floriano Peixoto, os fiéis terão a chance de ver o pontífice de perto. “Estamos em cima de um princípio muito claro e definido que é a visibilidade. A intenção é que todos os fiéis possam ver Bento XVI”, disse.

4.4.07

OAB NACIONAL AJUIZA ADIN CONTRA LEI DO PROCESSO ELETRÔNICO


Brasília, 30/03/2007 - O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou hoje (30) no Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) número 3880, com pedido de liminar, requerendo a declaração de ilegalidade de vários artigos da Lei nº 11.419, que dispõe sobre a informatização do processo judicial. Na avaliação da entidade, vários dos artigos da referida lei, datada de 19 de dezembro de 2006, agridem as prerrogativas constitucionais da OAB e ferem o princípio da proporcionalidade. A Adin é assinada pelo presidente nacional da OAB, Cezar Britto, e a matéria foi examinada no Pleno da entidade da advocacia na sessão do último dia 13, em Brasília.

A íntegra da Adin ajuizada hoje pelo presidente nacional da OAB, Cezar Britto, junto ao STF:
no Link:
http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=9429

FONTE:http://www.oab.org.br

FORA DO AR


Justiça manda estudante retirar nome de colégio do Orkut

Leia a liminar
"I- A autora pede liminar para que o réu retire do seu saite registrado como ´Holden Caulfield´ a nomenclatura Colégio São Paulo/Teresópolis e sua logomarca. Em apertada síntese, a autora alega que a partir de 20/10/2004 foi cadastrado um saite registrado como ´Holden Caulfield ´ junto ao Orkut, sendo denominado como Colégio São Paulo. O saite contém inclusive a logomarca do Colégio. A autora afirma que não autorizou o uso de seu nome e marca, e por isso o uso pelo réu não pode ser tolerado.
II - A liminar deve ser deferida. Com efeito, o fumus boni iuris se faz presente, uma vez que a inicial contém cópias do saite, no qual se vê o uso do nome e da marca do Colégio São Paulo. Outrossim, é relevante a afirmação da autora de que não concedeu qualquer autorização ao réu para fazer uso de sua marca. Sendo o nome comercial o elemento distintivo da empresa, integrando seu patrimônio, é de se reconhecer, em princípio, o direito da autora a impedir o uso de seu nome e marca sem a devida autorização. O periculum in mora também é evidente, pois o uso indevido do patrimônio da autora já está sendo praticado.
III - Pelo exposto, defiro a liminar para determinar ao réu que retire do saite já mencionado o nome Colégio São Paulo e a logomarca da instituição de ensino, no prazo de vinte e quatro horas, sob pena de incorrer em multa diária de R$ 100,00. Oficie-se à FAPESP, conforme requerido às fls. 4. Cite-se".
Processo nº 2004.061.008554-0
Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2004

NOTIFICACIÓN SOBRE LAS OBRAS DEL PADRE JON SOBRINO

NOTA DE LA OFICINA DE PRENSA DEL VATICANO:
CIUDAD DEL VATICANO, 14 MAR 2007 (VIS).-La Congregación para la Doctrina de la Fe hizo pública esta mañana una Notificación sobre algunas obras del padre Jon Sobrino, S.I., en las que se han encontrado “diversas proposiciones erróneas o peligrosas que pueden causar daño a los fieles”.
“El padre Sobrino, en sus obras, manifiesta preocupación -se lee en una nota explicativa- por la situación de los pobres y oprimidos, especialmente en América Latina. Esta preocupación es ciertamente la de la Iglesia entera”.
“La misma Congregación para la Doctrina de la Fe, en su Instrucción “Libertatis conscientia” sobre libertad cristiana y liberación, indicaba que “la miseria humana atrae la compasión de Cristo Salvador que la ha querido cargar sobre sí e identificarse con los “más pequeños de sus hermanos” (Mt 25,40.45) y que “la opción preferencial por los pobres, lejos de ser un signo de particularismo o de sectarismo, manifiesta la universalidad del ser y de la misión de la Iglesia. Dicha opción no es exclusiva. Èsta es la razón por la que la Iglesia no puede expresarla mediante categorías sociológicas o ideológicas reductivas, que harían de esta preferencia una opción partidista y de naturaleza conflictiva”.
“Ya previamente la misma Congregación, en la Instrucción “Libertatis nuntius” sobre algunos aspectos de la teología de la liberación, había observado que las advertencias sobre esta corriente teológica contenidas en el documento no se podían interpretar como un reproche hacia quienes deseaban ser fieles a la “opción preferencial por los pobres” ni podían en modo alguno servir de excusa a quienes se muestran indiferentes a los gravísimos problemas de la miseria y de la injusticia”.
“Estas afirmaciones muestran con claridad la posición de la Iglesia en este complejo problema: “Las desigualdades inicuas y las opresiones de todo tipo que afectan hoy a millones de hombres y mujeres están en abierta contradicción con el Evangelio de Cristo y no pueden dejar tranquila la conciencia de ningún cristiano”.
“La Iglesia, dócil al Espíritu, avanza con fidelidad por los caminos de la liberación auténtica. Sus miembros son conscientes de sus flaquezas y de sus retrasos en esta búsqueda. Pero una multitud de cristianos, ya desde el tiempo de los Apóstoles, han dedicado sus fuerzas y sus vidas a la liberación de toda forma de opresión y a la promoción de la dignidad humana. La experiencia de los santos y el ejemplo de tantas obras de servicio al prójimo constituyen un estímulo y una luz para las iniciativas liberadoras que se imponen hoy”.
En la Notificación se afirma que “después de un primer examen de los volúmenes “Jesucristo liberador. Lectura histórico-teológica de Jesús de Nazaret” (Jesucristo) y “La fe en Jesucristo. Ensayo desde las víctimas” (La fe), del padre Sobrino S.I., la Congregación para la Doctrina de la Fe, a causa de las imprecisiones y errores en ellos encontrados, en el mes de octubre de 2001, tomó la decisión de emprender un estudio ulterior y más profundo de dichas obras. Dada la amplia divulgación de estos escritos y el uso de los mismos en Seminarios y otros centros de estudio, sobre todo en América Latina, se decidió seguir para este estudio el “procedimiento urgente” regulado en los artículos 23-27 de la “Agendi Ratio in Doctrinarum Examine”".
“Como resultado de tal examen, en el mes de julio de 2004 se envió al autor, a través del padre Peter Hans Kolvenbach, S.I., Prepósito General de la Compañía de Jesús, un elenco de proposiciones erróneas o peligrosas encontradas en los libros citados.
“En el mes de marzo de 2005 el padre Sobrino envió a la Congregación una “Respuesta al texto de la Congregación para la Doctrina de la Fe”, la cual fue examinada en la sesión ordinaria del 23 de noviembre de 2005. Se constató que, aunque en algunos puntos el autor había matizado parcialmente su pensamiento, la respuesta no resultaba satisfactoria, ya que, en sustancia, permanecían los errores que habían dado lugar al envío del elenco de proposiciones ya mencionado”.
“Se decidió por tanto publicar la presente Notificación, para poder ofrecer a los fieles un criterio de juicio seguro, fundado en la doctrina de la Iglesia, acerca de las afirmaciones de los libros citados o de otras publicaciones del Autor”.
“La Congregación no pretende juzgar las intenciones subjetivas del Autor, pero tiene el deber de llamar la atención acerca de ciertas proposiciones que no están en conformidad con la doctrina de la Iglesia. Dichas proposiciones se refieren a: 1) los presupuestos metodológicos enunciados por el Autor, en los que funda su reflexión teológica, 2) la divinidad de Jesucristo, 3) la encarnación del Hijo de Dios, 4) la relación entre Jesucristo y el Reino de Dios, 5) la autoconciencia de Jesucristo y 6) el valor salvífico de su muerte”.
El Santo Padre, durante la audiencia concedida el 13 de octubre de 2006 al cardenal William Joseph Levada, prefecto del dicasterio, ha aprobado la presente Notificación, decidida en la sesión ordinaria del dicasterio, y ha ordenado que sea publicada.
CDF/NOTIFICACION/PADRE SOBRINOVIS 070314 (840)
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ/NOTIFICAÇÃO
sobre as obras do P. Jon SOBRINO S.I.:Jesucristo liberador. Lectura histórico-teológica de Jesús de Nazaret (Madrid, 1991) eLa fe en Jesucristo. Ensayo desde las víctimas (San Salvador, 1999).

CARTA DE JON SOBRINO AL P. GENERAL DE LOS JESUITAS

Atrio
Jon Sobrino conoció a través de su superior general la Notificatio de la Congregación de la fe, para la que se le pedía una adhesión sin reservas. En esta carta explica por qué no puede hacerlo. La publicamos (excepto algún párrafo que el autor ha querido rservarse) a la espera de poder hacer público también el texto oficial del documento vaticano.

Querido P. Kolvenbach:
Ante todo le agradezco la carta que me escribió el 20 de noviembre y todas las gestiones que ha hecho para defender mis escritos y mi persona. Ahora me dice el P. Idiáquez que le escriba a usted sobre mi postura ante la notificatio y las razones por las que no me adhiero -“sin reservas”, dice usted en su carta- a ellas. En un breve texto posterior expondré mi reacción ante la notificatio, pues, como usted dice, lo normal es que la noticia aparezca en los medios y que los colegas de la teología esperen una palabra mía.
1. La razón fundamental.
La razón fundamental es la siguiente. Un buen número de teólogos han leído mis dos libros antes de que fuese publicado el texto de la Congregación de la fe de 2004. Varios de ellos leyeron también el texto de la Congregación. Su juicio unánime es que en mis dos libros no hay nada que no sea compatible con la fe de la Iglesia.
El primer libro, Jesucristo liberador. Lectura histórico-teológica de Jesús de Nazaret, fue publicado en español en 1991, hace 15 años,y ha sido traducido al portugués, inglés, alemán e italiano. La traducción portuguesa tiene el imprimatur del Cadenal Arns, del 4 de diciembre de 1992. Que yo sepa ninguna recensión o comentario teológico oral cuestionó mi doctrina.
El texto del segundo libro, La fe en Jesucristo. Ensayo desde las víctimas, fue publicado en 1999, hace siete años, y ha sido tradcido al portugués, inglés e italiano. Fue examinado muy cuidadosamente, antes de su publicación, por varios teólogos, en algunos casos por encargo del P. Provincial, Adán Cuadra, y en otros a petición mía. Son los PP. J. I. González Faus, J. Vives y X. Alegre, de San Cugat; el P. Carlo Palacio, de Bello Horizonte; el Pbro. Gesteira, de Comillas; el Pbro. Javier Vitoria, de Deusto; el P. Martin Maier, de Stimmen der Zeit. Varios de ellos son expertos en teología dogmática. Uno, en exégesis. Y otro, en patrística.
Recientemente, el P. Sesboué, a petición de Martin Maier, el año 2005 tuvo la gentileza de leer el segundo libro, La fe en Jesucristo, conociendo también, según entiendo, el texto de la Congregación de la fe de 2004. El P. Maier le pidió que se fijase si había algo en mi libro contra la fe de la Iglesia. Su respuesta de 15 páginas en conjunto es laudatoria para el libro. Y no encontró nada criticable desde el punto de vista de la fe. Sólo encontró un error, que él llama técnico, no doctrinal. “Mon intention est de montrer le centre de gravité de l’ouvrage et combien il prend au serieux les affirmations conciliares, comme les titres de Crist dans le N.T. Je n’ai trouvè qu’une erreure réelle, s’est son interpretation de la communication des idiomes, mais c’este une errer technique en non doctrinale“. (Afirmo desde ahora que no tengo ningún inconveniente en esclarecer, en la medida de mis posibilidades, ese error técnico).
Sobre el modo de analizar mi texto por parte de la congregación dice lo siguiente:
“Je n’ai pas voulu répondre avec trop de précision au document de la CDF qui vise aussi le premier livre de Sobrino et me paraît tellement exagéré qu’il est sans valeur. Talleyrand avait ce mot: “Ce qui est exagéré est insignifiant!”. Avec cette méthode délibérément soupçonneuse je peux lire bien des hérésies dans les encycliques de J.P. II! J’en ai tout de même tenu compte dans mon évaluation. J’ai voulu dire que ce livre me paraît plus rigoureux dans ses formulations que le précédent. J’ai aussi cité des textes de la tradition, ou contemporains, ou même des papes qui vont dans le sens de Sobrino (en cela je suis la méthode de la CDF!).
Entregué una copia del texto del P. Sesboué al P. Idiáquez y al P. Valentìn Menéndez.
Todos estos teólogos son buenos conocedores del tema cristológico, al nivel teológico y doctrinal. Son personas responsables. Se han fijado explícitamente en posibles errores doctrinales míos. Son respetuosos de la Iglesia. Y no han hallado errores doctrinales ni afirmaciones peligrosas. Entonces no puedo comprender cómo la notificatio lee mis textos de manera tan distinta y aun contraria.
Esta es la primera y fundamental razón para no suscribir la notificatio: “no me siento representado en absoluto en el juicio global de la notificatio”. Por ello no me parece honrado suscribirla. Y además, sería una falta de respeto a los teólogos mencionados.
2. 30 años de relaciones con la jerarquía
El documento de 2004 y la notificatio no son una total sorpresa. Desde 1975 he tenido que contestar a la Congregación para la Educación católica, bajo el cardenal Garrone, en 1976, y a la Congregación de la Fe, primero bajo el cardenal Seper y después, varias veces, bajo el Cardenal Ratzinger. El P. Arrupe, sobre todo, pero también el P. Vincent O’keefe, como vicario general, y el P. Paolo Dezza, como delegado papal, siempre me animaron a responder con honradez, fidelidad y humildad. Me agradecieron mi buena disposición a responder y me daban a entender que el modo de proceder las curias vaticanas no siempre se distinguía por ser honrado y muy evangélico. Mi experiencia, pues, viene de lejos. Y usted conoce lo que ha ocurrido en los años de su generalato.
Lo que quiero añadir ahora es que no sólo he tenido serias advertencias y acusaciones de esas congregaciones, sobre todo la de la fe, sino que desde muy pronto se creó un ambiente en el Vaticano, en varias curias diocesanas y entre varios obispos, en contra de mi teología -y en general, contra la teología de la liberación. Se generó un ambiente en contra de mi teología, a priori, sin necesidad de leer muchas veces mis escritos. Son 30 largos años de historia. Sólo voy a mencionar algunos hechos significativos. Lo hago no porque ésa sea una razón fundamental para suscribir la notificatio, sino para comprender la situación en que estamos y qué difícil es, al menos para mí, y aun poniendo lo mejor de mi parte, tratar honrada, humana y evangélicamente, el problema. Y para ser sincero, aunque ya he dicho que no es una razón para no adherirme a la notificatio, siento que no es ético para mí “aprobar o apoyar” con mi firma un modo de proceder poco evangélico, que tiene dimensiones estructurales, en uena medida, y que está bastante extendido. Pienso que avalar esos procedimientos para nada ayuda a la Iglesia de Jesús, ni a presentar el rostro de Dios en nuestro mundo, ni a animar al seguimiento de Jesús, ni a la “lucha crucial de nuestro tiempo”, la fe y la justicia. Lo digo con gran modestia.
Algunos hechos del ambiente generalizado que se ha generado contra mi teología, más allá de las acusaciones de las congregaciones, son los siguientes.
Monseñor Romero escribe en su Diario el día 3 de mayo de 1979: “Visité al P. López Gall… Me dijo con sencillez de amigo el juicio negativo que se tiene en algunos sectores para con los escritos teológicos de Jon Sobrino”. Por lo que toca a Monseñor Romero, pocos meses después me pidió que le escribiera el discurso que pronunció en la Universidad de Lovaina el 2 de febrero de 1980 -en 1977 ya había redactado para él la segunda carta pastoral “La Iglesia, cuerpo de Cristo en la historia”. Escribí el discurso de Lovaina. Le pareció muy bien, lo leyó íntegramente y me lo agradeció.
Antes de su cambio como obispo, Monseñor me había acusado de peligros doctrinales, lo que muestra que sabía moverse en esa problemática (también escribió un juicio crítico contra la “Teología Política” de Ellacuría en 1974). Pero después, nunca me avisó de tales peligros. Creo que mi teología le parecía correcta doctrinalmente -al menos en lo sustancial. (Sé muy bien que en el Vaticano un problema para su canonización ha sido mi posible influjo en sus escritos y homilías. Escribí un texto de unas 20 páginas sobre ellos. Y lo firmé).
Cuando Alfonso López Trujillo fue nombrado cardenal, dijo poco después en un grupo, más o menos públicamente, que iba a acabar con Gustavo Gutiérrez, Leonardo Boff, Ronaldo Muñoz y Jon Sobrino. Así me lo contaron, y me parece muy verosímil. Las historias de López Trujillo con el P. Ellacuría -con Monseñor Romero, sobre todo- y conmigo son interminables. Continúan hasta el día de hoy. Y empezaron pronto. Creo que en 1976 o 1977 habló en contra de la teología de Ellacuría y de la mía en una reunión de la Conferencia Episcopal de El Salvador, a cuya reunión se autoinvitó. Después, en carta a Ellacuría, negó tajantemente que hubiera hablado de él y de mí en dicha conferencia. Pero nosotros teníamos el testimonio, de primera mano, de Mons. Rivera, quien estuvo presente en la reunión de la conferencia episcopal.
En 1983 el cardenal Corripio, arzobispo de México, prohibió la celebración de un congreso de teología. Lo organizaban los pasionistas para celebrar, según su carisma, el año de la redención, que estaba siendo propiciado por Juan Pablo II. Querían tratar teológicamente el tema de la cruz de Cristo y la de nuestros pueblos. Me invitaron y acepté. Después me comunicaron la prohibición del cardenal. La razón, o una razón importante, era que yo iba a tener dos conferencias en el congreso.
En Honduras, el arzobispo, regañó a un grupo de religiosas porque habían ido a una diócesis cercana a escuchar una conferencia mía. Me había invitado el obispo. Creo que su nombre era Mons. Corrivau, canadiense.
Sólo un ejemplo más para no cansarle. En 1987 o 1988, más o menos, recibí una invitación a hablar a un numeroso grupo de laicos en Argentina, en la diócesis de Mons. Hesayne. Se trataba de revitalizar a los cristianos que habían sufrido durante la dictadura. Y acepté. Poco después recibí una carta de Mons. Hesayne diciéndome que mi visita a su diócesis había sido objeto de debate en una reunión de la Conferencia Episcopal. El cardenal Primatesta dijo que le parecía muy mal que yo fuese a hablar a Argentina. Monseñor Hesayne, me defendió como persona y defendió mi ortodoxia. Le preguntó al cardenal si había leído algún libro mío, y reconoció que no. Sin embargo, el obispo se vio obligado a cancelar la invitación. Me escribió y se disculpó con mucho cariño y humildad, y me pidió que comprendiese la situación. Le contesté que la comprendía y que le agradecía.
De lo que he dicho hasta ahora sobre Argentina tengo certeza. Lo que sigue lo oí a dos sacerdotes, no sé si de Argentina o de Bolivia, que pasaron por la UCA. Al verme, me dijeron que conocían en lo que había ocurrido en Argentina. En resumen, en la reunión de la Conferencia Episcopal le habían dicho a Mons. Hesayne que tenía que elegir: o invitaba a Jon Sobrino a su diócesis, y el Papa no pasaría por ella en la próxima visita a Argentina, o aceptaba la visita del Papa a su diócesis y Jon Sobrino no podía pasar por allí.
No quiero cansarle más, aunque créame que podría contar más historias. También de obispos que se han opuesto a que dé conferencias en España… Esta “mala fama” no creo que fuese algo específicamente personal, sino parte de la campaña contra la teología de la liberación.
Y ahora formulo mi segunda razón para no adherirme. Tiene que ver menos directamente con los documentos de la Congregación de la fe, y más con el modo de proceder del Vaticano en lo últimos 20 ó 30años. En esos años, muchos teólogos y teólogas, gente buena, con limitaciones por supuesto, con amor a Jesucristo y a la Iglesia, y con gran amor a os pobres, han sido perseguidos inmisericordemente. Y no sólo ellos. También obispos, como usted sabe, Monseñor Romero en vida (todavía hay quien no le quiere en el Vaticano, al menos no quieren al Monseñor romero real, sino a un Monseñor Romero aguado), Don Helder Camara tras su muerte, y Proaño, Don Samuel Ruiz y un muy largo etcétera… Han intentado descabezar, a veces con malas artes, a la CLAR, y a miles de religiosas y religiosos de inmensa generosidad, lo que es más doloroso por la humildad de muchos de ellos. Y sobre todo, han hecho lo posible para que desaparezcan las comunidades de base, los pequeños, los privilegiados de Dios…
Adherirme a la notificatio, que expresa en buena parte esa campaña y ese modo de proceder, muchas veces claramente injusto, contra tanta gente buena, siento que sería avalarlo. No quiero pecar de arrogancia, pero no creo que ayudaría a la causa de los pobres de Jesús y de la iglesia de los pobres.
3. Las críticas a mi teología del teólogo Joseph Ratzinger
Este tema me parece importante para comprender dónde estamos, aunque no es una razón para no suscribir la notificatio.
Poco antes de publicar la primera Instrucción sobre algunos aspectos de la “Teología de la liberación”, corrió, en forma manuscrita, un texto del cardenal Joseph Ratzinger sobre dicha teología. El Padre César Jerez, entonces provincial, recibió el texto de un jesuita amigo, de Estados Unidos. El texto fue publicado después en 30 giorni III/3 (1984) pp. 48-55. Yo lo pude leer, ya publicado, en Il Regno. Documenti 21 (1984) pp. 220-223. En este artículo se mencionan los nombres de cuatro teólogos de la liberación: Gustavo Gutiérrez, Hugo Assmann, Ignacio y Ellacuría, y el mío, que es el más frecuentemente citado. Cito textualmente lo que dice sobre mí. Las referencias son de mi libro Jesús en América Latina. Su significado para la fe la cristología, San Salvador, 1982.
a) Ratzinger: “Respecto a la fe dice, por ejemplo, J. Sobrino: La experiencia que Jesús tiene de Dios es radicalmente histórica. “Su fe se convierte en fidelidad”. Sobrino reemplaza fundamentalmente, por consiguiente, la fe por la “fidelidad a la historia” (fidelidad a la historia, 143-144).
Comentario. Lo que yo digo textualmente es: “su fe en el misterio de Dios se convierte en fidelidad a ese misterio”… con lo cual quiero recalcar la procesualidad del acto de fe. Digo también que “la carta (de los Hebreos) resume admirablemente cómo se da en Jesús la fidelidad histórica y en la historia a la práctica del amor a los hombres y la fidelidad al misterio de Dios” (p. 144). La interpretación de Ratzinger de remplazar la fe por la fidelidad a la historia está injustificada. Repito varias veces: “fidelidad al misterio de Dios”.
b) Ratzinger: “’Jesús es fiel a la profunda convicción de que el misterio de la vida de los hombres… es realmente lo último…’ (p. 144). Aquí se produce aquella fusión entre Dios y la historia que hace posible a Sobrino, conservar con respecto a Jesús la fórmula de Calcedonia pero con un sentido totalmente alterado: se ve cómo los criterios clásicos de la ortodoxia no son aplicables al análisis de esta teología.
Comentario. El contexto de mi texto es que “la historia hace creíble su fidelidad a Dios, y la fidelidad a Dios, a quien le instituyo, desencadena la fidelidad a la historia, al ‘ser a favor de otros’” (p. 144). Para nada confundo Dios y la historia. Además, la fidelidad no es a una historia abstracta, o alejada de Dios y absolutizada, sino que es la fidelidad al amor a los hermanos, lo que tiene una ultimidad específica en el Nuevo Testamento y es mediación de la realidad de Dios.
c) Ratzinger: “Ignacio Ellacuría insinúa este dato en la tapa del libro sobre este tema: Sobrino “dice de nuevo…que Jesús es Dios, pero añadiendo inmediatamente que el Dios verdadero es sólo el que se revela histórica y escandalosamente en Jesús y en los pobres, quienes continúan su presencia. Sólo quien mantiene tensa y unitariamente esas dos afirmaciones es ortodoxo…”
Comentario. No veo que tiene de malo las palabras de Ellacuría.
d) Ratzinger: “El concepto fundamental de la predicación de Jesús es “Reino de Dios”. Este concepto se encuentra también en el núcleo de las teologías de la liberación, pero leído sobre el trasfondo de la hermenéutica marxista. Según J. Sobrino el reino no debe comprenderse de modo espiritualista, ni universalista, ni en el sentido de una reserva escatológica abstracta. Debe ser entendido en forma partidista y orientado hacia la praxis. Sólo a partir de la praxis de Jesús, y no teóricamente, se puede definir lo que significa el reino; trabajar con la realidad histórica que nos rodea para transformarla en el Reino” (166).
Comentario. Es falso que yo hable del reino de Dios en el transfondo de la hermenéutica marxista. Sí es cierto que doy importancia decisiva a reproducir la praxis de Jesús para obtener un concepto que pueda acercarnos al que tuvo Jesús. Pero esto último es problema de epistemología filosófica, que tiene también raíces en la comprensión bíblica de lo que es conocer. Como dicen Jeremías y Oseas: “hacer justicia, ¿no es eso conocerme?”.
e) Ratzinger: “En este contexto quisiera también mencionar la interpretación impresionante, pero en definitiva espantosa, de la muerte y de la resurrección que hace J. Sobrino. Establece ante todo, en contra de las concepciones universalistas, que la resurrección es, en primer lugar, una esperanza para los crucificados, los cuales constituyen la mayoría de los hombres: todos estos millones a los cuales la injusticia estructural se les impone como una lenta crucifixión (176). El creyente toma parte también en el reinado de Jesús sobre la historia a través de la implantación del Reino, esto es, en la lucha para la justicia y por la liberación integral, en la transformación de las estructuras injustas en estructuras más humanas. Este señorío sobre la historia se ejerce, en la medida en que se repite en la historia el gesto de Dios que resucita a Jesús, esto es, dando vida a los crucificados de la historia (181). El hombre asumió las gestas de Dios, y en esto se manifiesta toda la transformación del mensaje bíblico de modo casi trágico, si se piensa cómo este intento de imitación de Dios se ha efectuado y se efectúa”.
Comentario. Si la resurrección de Jesús es la de un crucificado, me parece al menos plausible comprender teológicamente la esperanza en primer lugar para los crucificados. En esta esperanza podemos participar “todos “en la medida en que participemos en la cruz.
Y “repetir en la historia el gesto de Dios” es obviamente lenguaje metafórico. Nada tiene que ver con hybris y arrogancia. Hace resonar el ideal de Jesús: “sean buenos del todo como el Padre celestial es bueno”.
Hasta aquí el comentario a las acusaciones de Ratzinger. No reconozco mi teología en esta lectura de los textos. Además, como usted recordará, el P. Alfaro escribió un juicio sobre el libro del que Ratzinger saca las citas, sin encontrar error alguno en su artículo “Análisis del libro ‘Jesús en América Latina’ de Jon Sobrino”, Revista Latinoamericana de Teología 1, 1984, pp. 103-120). Por lo que toca a la ortodoxia concluye textualmente:
“a) Expresa y repetida afirmación de fe en la divinidad (filiación divina) de Cristo a lo largo de todo el libro;b) reconocimiento creyente del carácter normativo y vinculante de los dogmas cristológicos, definidos por el magisterio eclesial en los concilios ecuménicos;c) fe en la escatología cristiana, iniciada ya ahora en el presente histórico como anticipación de su plenitud venidera meta-histórica (más allá de la muerte);d) fe en la liberación cristiana como “liberación integral”, es decir, como salvación total del hombre en su interioridad y en su corporalidad, en su relación a Dios, a los otros, a la muerte y al mundo. Estas cuatro verdades de la fe cristiana son fundamentales para toda cristología. Sobrino las afirma sin ninguna ambigüedad” (p. 117-118).
Y es grave que, sin citar mi nombre, la Instrucción de 1984, IX. Traducción “teológica de este núcleo”, repite algunas ideas que Ratzinger piensa haber encontrado en mi libro. “Algunos llegan hasta el límite de identificar a Dios y la historia, y a definir la fe como ‘fidelidad a la historia’…” (n. 4).
Creo que el cardenal Ratzinger, en 1984, no entendió a cabalidad la teología de la liberación, ni parece haber aceptado las reflexiones críticas de Juan Luis Segundo, Teología de la liberación. Respuesta al cardenal Ratzinger, Madrid, 1985, y de I. Ellacuría, “Estudio teológico-pastoral de la Instrucción sobre algunos aspecto de ‘la teología de la liberación’”, Revista Latinoamericana de Teología 2 (1984) 145-178. Personalmente creo que hasta el día de hoy le es difícil comprenderla. Y me ha disgustado un comentario que he leído al menos en dos ocasiones. Es poco objetivo y puede llegar a ser injusto. La idea es que “lo que buscan los (algunos) teólogos de la liberación es conseguir fama, llamar la atención”.
Termino. No es fácil dialogar con la Congregación de la fe. A veces parece imposible. Parece que está obsesionada por encontrar cualquier limitación o error, o por tener por tal lo que puede ser una conceptualización distinta de alguna verdad de la fe. En mi opinión, hay aquí, en buena medida, ignorancia, prejuicio y obsesión para acabar con la teología de la liberación. Sinceramente no es fácil dialogar con ese tipo de mentalidad.
Cuántas veces he recordado el presupuesto de los Ejercicios: “todo buen cristiano ha de ser más pronto a salvar la proposición del prójimo que a condenarla”. Y estos días he leído en la prensa un párrafo del libro de Benedicto XVI, de próxima aparición, sobre Jesús de Nazaret. “Creo que no es necesario decir expresamente que este libro no es en absoluto un acto magisterial, sino la expresión de mi búsqueda personal del «rostro del Señor» (salmo 27, Por lo tanto, cada quien tiene libertad para contradecirme. Sólo pido a las lectoras y a los lectores el anticipo de simpatía sin la cual no existe comprensión posible”. Personalmente le ofrezco al papa simpatía y comprensión. Y deseo vehementemente que la Congregación de la fe trate a los teólogos y teólogas de la misma manera.
4. Problemas de fondo importantes
En mi respuesta de marzo de 2005 traté de explicar mi pensamiento. Ha sido en vano. Por eso ahora no voy a comentar, una vez más, las acusaciones que me hace la notificatio, pues fundamentalmente son las mismas. Sólo quiero mencionar algunos temas importantes, sobre los que en el futuro podamos ofrecer algunas reflexiones.
1. Los pobres como lugar de hacer teología. Es un problema de epistemología teológica, exigido o al menos sugerido por la Escritura. Personalmente, no dudo de que desde los pobres se ve mejor la realidad y se comprende mejor la revelación de Dios.2. El misterio de Cristo siempre nos desborda. Mantengo como fundamental el que sea sacramento de Dios, presencia de Dios en nuestro mundo. Y mantengo como igualmente fundamental el que sea un ser humano e histórico concreto. El docetismo me parece que sigue siendo el mayor peligro de nuestra fe.3. La relacionalidad constitutiva de Jesús con el reino de Dios. En las palabras más sencillas posibles, éste es un mundo como Dios lo quiere, en el que haya justicia y paz, respeto y dignidad, y en el que los pobres estén en el centro de interés de los creyentes y de las iglesias. Igualmente, la relacionalidad constitutiva de Jesús con un Dios que es Padre, en quien confía totalmente, y en un Padre que es Dios ante quien se pone en total disponibilidad.4. Jesús es hijo de Dios, la palabra hecha sarx. Y en ello veo el misterio central de la fe: la transcendencia se ha hecho transdescendencia para llegar a ser condescendencia.5. Jesús trae la salvación definitiva, la verdad y el amor de Dios. La hace presente a través de su vida, praxis, denuncia profética y anuncio utópico, cruz y resurrección. Y Puebla, remitiéndose a Mt 25, afirma Cristo “ha querido identificarse con ternura especial con los más débiles y pobres” (n. 196). Ubi pauperes ibi Christus.6. Muchas otras cosas son importantes en la fe. Sólo quiero mencionar una más, que Juan XXIII y el cardenal Lercaro proclamaron en el Vaticano II: La Iglesia como “Iglesia de los pobres”. Iglesia de verdadera compasión, de profecía para defender a los oprimidos y de utopía para darles esperanza.7. Y en un mundo gravemente enfermo como el actual proponemos como utopía que ”extra pauperes nulla salus”.
De estos y de muchos otros temas hay que hablar más despacio. Creo que es bueno que todos dialoguemos. Personalmente estoy dispuesto a ello.
Querido Padre Kolvenbach esto es lo que quería comunicarle. Bien sabe usted que, aunque estas cosas son desagradables, puedo decir que estoy en paz. Esta viene del recuerdo de innumerables amigos y amigas, muchos de ellos mártires. Estos días, el recuerdo del P. Jon Cortina nos trae de nuevo la alegría. Si me permite hablarle con total sinceridad, no me siento “en casa” en ese mundo de curias, diplomacias, cálculos, poder, etc. Estar alejado de “ese mundo”, aunque yo no lo haya buscado, no me produce angustia. Si me entiende bien, hasta me produce alivio.
Sí siento que la notificatio producirá algún sufrimiento. Por decirlo con sencillez, algo sufrirán mis amigos y familiares, una hermana que tengo, muy cercana a Monseñor Romero y a los mártires. Pienso también que hará la vida más difícil, por ejemplo a mi gran amigo el P. Rafael de Sivatte. Si no fuesen pocos los problemas que ya tiene para mantener con seriedad el Departamento de Teología -que lo mantiene muy bien por su gran capacidad, dedicación y ciencia- tendrá ahora que buscar otro profesor de cristología, y, como usted sabrá, también tendrá que buscar otro profesor de Historia de la Iglesia, pues, injustamente, el P. Rodolfo Cardenal no va a dar clases, pues no es bien visto por la jerarquía del país.
No sé si esta larga carta le ayudará en sus conversaciones con el Vaticano. Ojalá así sea. He procurado ser lo más sincero posible. Y le agradezco todos los esfuerzos que ha hecho para defendernos.Le recuerdo con afecto ante el Señor.
Jon Sobrino
FONTE: ATRIO

UMA FRASE DE DOM HELDER

"Quando dou pão aos pobres, chamam-me santo. Quando pergunto pelas causas da pobreza, chamam-me comunista".

CARTA DE DOM MORELLI AO RABINO SOBEL

"Querido Rabino Sobel, estou a teu lado, solidário em teu sofrimento. De ti não me envergonho! Sempre senti orgulho de ti. Ao lado de Dom Paulo, teu corajoso testemunho nos anos de trevas não deve ser esquecido e tua imagem resguardada.
Seja qual for a explicação que se queira prestar ao triste episódio, tu que foste tão misericordioso em teu ministério receba misericórdia, não humilhação. Oxalá que todos descubram que o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, de Moisés e dos Profetas tem entranhas de misericórdia.
Meu caro amigo, Shalom! Paz e Bem. Estou contigo nesta hora de contradição. Tu és um filho da Luz e não das trevas. Desejo te ver de novo conduzindo teu povo e testemunhando a fraternidade universal. Como admiro tua capacidade de superar preconceitos e ultrapassar barreiras.
Receba o abraço de teu amigo de muitos anos. Ferido gravemente e hospitalizado no Hospital das Clínicas, tua visita acompanhada de prece e bênção me confortou e renovou minha esperança.
Com o ósculo da paz, suplico que o Senhor volte Seu rosto para ti e te abençoe, seja tua consolação e te dê a paz”.

Dom Mauro Morelli - bispo emérito da Diocese de Duque de Caxias
Fonte: http://www.cnbb.org.br

RECASADOS, CRISTÃOS DE 5ª CATEGORIA


O Vaticano proíbe que divorciados e re-casados “não sejam admitidos aos sacramentos porque o seu estado e condição de vida contradizem objetivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia (item 29)”.

A negação pública da eucaristia que, o bondoso santo padre, pretende impor, além de ocasionar um enorme constrangimento, afastará das comunidades católicas alguns dos seus melhores colaboradores. Onde fica a caridade e o perdão?

A EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL SACRAMENTUM CARITATIS mais parece uma arma para expulsar divorciados e re-casados da comunhão da igreja.

O PAPA E A PRAGA

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20070222_sacramentum-caritatis_po.html#V._Eucaristia_e_Matrimónio
Texto retirado do portal do Vaticano, onde se vê a palavra PRAGA.
Eucaristia e indissolubilidade do Matrimónio
29. Se a Eucaristia exprime a irreversibilidade do amor de Deus em Cristo pela sua Igreja, compreende-se por que motivo a mesma implique, relativamente ao sacramento do Matrimónio, aquela indissolubilidade a que todo o amor verdadeiro não pode deixar de anelar.(91) Por isso, é mais que justificada a atenção pastoral que o Sínodo reservou às dolorosas situações em que se encontram não poucos fiéis que, depois de ter celebrado o sacramento do Matrimónio, se divorciaram e contraíram novas núpcias. Trata-se dum problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai progressivamente corroendo os próprios ambientes católicos. Os pastores, por amor da verdade, são obrigados a discernir bem as diferentes situações, para ajudar espiritualmente e de modo adequado os fiéis implicados.(92) O Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura (Mc 10, 2-12), de não admitir aos sacramentos os divorciados re-casados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia. Todavia os divorciados re-casados, não obstante a sua situação, continuam a pertencer à Igreja, que os acompanha com especial solicitude na esperança de que cultivem, quanto possível, um estilo cristão de vida, através da participação na Santa Missa ainda que sem receber a comunhão, da escuta da palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos.
comentário:.
Depois de tanta polêmica o Vaticano ainda não substituiu a palavra "praga" por "chaga". Talvez o argumento de um possível erro de tradução, defendido por cá, não tenha sido suficiente.

Bento XVI teve a intenção de dizer que o 2º casamento é uma praga social. É só conferir no link:

"É praga mesmo, é isso que o santo padre quis dizer" . Palavras de D. Romer do Pontifício Conselho para a Família.
Dom Geraldo Majella NEGOU que o papa tenha dito “praga”.
O Bispo de Patos de Minas - MG, Dom João Bosco Oliver de Faria EXPLICOU que ocorreu "Um cochilo, ou o cansaço do tradutor, levou-o a confundir uma palavra italiana com uma semelhante em português. A palavra portuguesa "praga" em italiano se diz: "peste". E "piaga" em italiano significa "CHAGA" em português!"

DISPENSA DA OBRIGAÇÃO DO CELIBATO


O celibato foi introduzido na Igreja Católica em 1074 pelo papa Gregório VII.
Segundo dados da Santa Sé, atualmente existem 110 mil padres casados no mundo – 72 mil deles pediram dispensa da obrigação do celibato.
O ex-padre e presidente de uma associação italiana de padres casados, Giuseppe Serrone, disse que a discussão sobre a possibilidade de sacerdotes com família não é novidade.
De acordo com ele, foi prevista pelo próprio Joseph Ratzinger antes de ele se tornar papa, em um livro de 1971, intitulado Problemas e Resultados do Concílio Vaticano 2°.
"Ratzinger escreveu que, diante do baixo número de sacerdotes, não se podia deixar de examinar a questão da ordenação de homens casados", disse Serrone.


O ARCEBISPO EMANUEL MILINGO DESAFIA O VATICANO

Ex-arcebispo de Lusaca, Zâmbia, Milingo desafiou a hierarquia da Igreja Católica por ter se casado e ordenado bispos, alguns sacerdotes casados, sem a autorização do papa. O arcebispo excomungado fundou uma organização chamada Married Priests Now (Padres Casados Já).

2.4.07

VATICANO SILENCIA JON SOBRINO


A CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ -ANTIGO SANTO OFÍCIO-CONDENA
UM DOS MAIORES REPRESENTANTES DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO.
Quem é Jon Sobrino
Nascido em Bilbao (Espanha) em 27 de dezembro de 1938, Jon Sobrino reside em El Salvador há cinqüenta anos, dedicado, em grande parte, ao trabalho docente na UCA e a escrever numerosas obras, principalmente sobre a Teologia da Libertação.
Foi um dos criadores da Universidad Centroamericana de San Salvador e um dos maiores propagadores da Teologia da Libertação, sobre a qual escreveu uma dezena de livros.
Heresia
O órgão eclesiástico que elaborou a condenação - era dirigido pelo cardeal Ratzinger e a partir da indicação dele como Papa Bento Dezesseis, em abril de 2005, pelo cardeal Joseph Levada - acusa Sobrino de «falsear a figura de Jesus», e mais concretamente de «não afirmar abertamente sua consciência divina»; quer dizer, a Congregação para a Doutrina da Fé - sucessora da Inquisição - afirma que o jesuíta el jesuita vasco-salvadorenho caiu na «velha heresia» de acentuar demasiado o lado humano da figura de Jesus de Nazaré e de «ocultar sua divinidade». Por isso, o Vaticano aprovou um texto no qual decidiu que ele está proibido, como uma forma de «penitência», dar aulas em centros eclesiais ou publicar livros com o «nihil obstat» da autoridade eclesiástica, com a intenção depois de condená-lo ao «silêncio mais absoluto».
FONTE: adital
INFORMAÇÃO EXTRAÍDA DO SITE http://www.cebi.org.br

1.4.07

ESTOU PROCURANDO BRECHAS NA LEI

O advogado, no leito de morte, pede uma Bíblia e começa a lê-la avidamente. Todos se surpreendem com a conversão daquele homem e perguntam o motivo. O advogado doente responde: "Estou procurando brechas na lei."

MOVIMENTO PADRES CASADOS JÁ

ATA DE FUNDAÇÃO E DECLARAÇÃO
DO MOVIMENTO PADRES CASADOS JÁ

São Paulo, Atibaia, 25 de Março de 2007

Nós, bispos, padres, reverendos e diáconos casados do Brasil, reunidos no I Encontro Brasileiro do Movimento Padres Casados Já, realizado em São Paulo, no município de Atibaia, nos dias 23 á 25 de Março de 2007, sob a inspiração espiritual e orientação do Arcebispo Emmanuel Milingo, e por ocasião do XII aniversário da Declaração de São Paulo, feita pelo Rev. Sun Myung Moon, reafirmando a necessidade de fé absoluta, amor absoluto e obediência absoluta à Deus como condições imprescindíveis ao estabelecimento do Reino de Deus na Terra, declaramos:

Que a família é uma instituição sagrada instituída por Deus;
Que a família é o meio através do qual os seres humanos perpetuam sua linhagem e descendência, e a própria espécie humana;
Que a santidade humana está no sacerdócio e na família , e não no celibato obrigatório;
Que a família é a Escola do Amor em suas distintas expressões, por isso, é uma necessidade humana, espiritual, biológica e social;
Que a formação de uma família é um direito divino concedido a todos os seres humanos, inclusive aos sacerdotes, e a todos os membros das distintas manifestações religiosas do mundo;
Que o Movimento Padres Casados Já não tem como objetivo a oposição à Igreja Católica Apostólica Romana, ou a quaisquer outros segmentos religiosos, mas a defesa do direito humano ao estabelecimento de famílias consagradas e a livre expressão de sua religiosidade;
Que, com a inspiração espiritual concedida por Jesus Cristo ao arcebispo Emmanuel Milingo, e em força do sangue de Jesus, todos os padres casados estão livres de toda e qualquer culpa ou ferida espiritual, decorrente da decisão de estabelecer sua família e de gerar sua descendência e linhagem na Terra; que todos os padres casados estão autorizados a celebrar a Santa Missa e a administrar os sacramentos em suas famílias e em suas comunidades, em virtude da necessidade espiritual do povo cristão no Brasil.

Assim sendo, conclamamos a todos os religiosos e a todos os brasileiros apoiarem o Movimento Padres Casados Já a fim de que o declínio espiritual e moral do Brasil possa ser detido com base no estabelecimento de famílias saudáveis centralizadas em Deus.
__________________________
Dom Emmanuel Milingo
Arcebispo Fundador
__________________________
Rev. Heung Tae Kim
Co-fundador e Superior Geral da AFUPM do Brasil

texto retirado do site www.oraet labora.com.br

UM DEFENSOR DOS DIREITOS HUMANOS

To: Prezado senhor Henry Sobel
O lamentável episódio que o envolveu mostra que todos somos humanos, e ninguém está livre de atitudes irracionais e autodestrutivas. O acontecido em nada diminui a importância que o rabino Henry Sobel tem para o desenvolvimento da comunidade judaica brasileira, no sentido de uma abertura às melhores causas e ao diálogo ecumênico. Neste momento extremamente difícil de sua vida, na véspera do Pessach e da Páscoa, apelamos à comunidade judaica e ao público brasileiro a manter o espírito de compreensão e compaixão, valorizando no homem público Henry Sobel aquilo que o destaca em todo o seu longo histórico de realizações: - a sua rara coragem de perseverantemente lutar pelas causas da Justiça, dos Direitos Humanos, e pela Paz entre os povos, mesmo quando contrariando as poderosas forças dominantes. Com respeito e solidariedade,
Sincerely,

Projeto "Brasil Nunca Mais"
Junto ao arcebispo de São Paulo Dom
Paulo Evaristo Arns, e ao pastor presbiteriano Jaime Wright, participou de maneira destacada no projeto secreto de reunir toda a documentação da ditadura militar brasileira, que resultou em 1985 na publicação do livro "Brasil: Nunca Mais" – um marco na história dos direitos humanos no país, em que a tortura e os torturadores são expostos com base no farto material reunido.
Também estabeleceu uma ponte entre as religiões cristãs e o judaísmo, participando de inúmeros cultos e eventos ecumênicos.
COM.
Eu valorizo e respeito o homem público Henry Sobel por tudo aquilo que fez em prol da defesa dos direitos humanos e pelo ecumenismo.